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O Indisciplinar é parceiro do V Cinecipó – Festival de Cinema Socioambiental que acontecerá do dia 23 a 31 de Outubro, fazendo sua estréia em Belo Horizonte no Sesc Palladium. A proposta do seminário Os Híbridos das Lutas Sociais é aproximar meio acadêmico, setores da sociedade, políticos, artistas e movimentações sociais das ruas e do campo, a fim de comemorar a permanência das lutas e realizar um encontro com as imagens destas.

 

 

Os participantes das movimentações sociais urbanas e rurais muitas vezes atuam em mais de uma frente, daí o hibridismo, a confluência das necessidades de transformações. Maria fortalece a manifestação do Tarifa Zero, compõe a rede de apoiadores das ocupações urbanas de BH e puxa um bloco de carnaval. João soma no Luiz Estrela, ajuda a organizar um centro cultural na perifa e desafia uns tantos no Duelo de MCs. Xs híbridxs. É a tal da multidão. É o tal do comum.

Das 14h30 às 17h do dia 27 de outubro A Mulher nas Lutas e Desmilitarização conta com a exibição do filme e debate com mediação de Natacha Rena, arquiteta, urbanista e ativista, professora doutora da Escola de Arquitetura  da UFMG e líder do Grupo de Pesquisa Indisciplinar; e participação de Débora Maria da Silva, Fundadora do grupo Mães de Maio, que reúne familiares de vítimas de violência do Estado e Polícia Militar de São Paulo; Andrea Abritta Garson, Defensora Pública – Secretaria de Estado de Defesa Social; Paulo Lamac, Deputado Estadual PT-MG,  Professor e um dos fundadores da Associação Pré-UFMG; e Rogério Correia, Deputado Estadual PT-MG e professor de Matemática e Física e sindicalista.

As inscrições para o seminário As Híbridas das Lutas Sociais estão abertas.

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O Festival conta ainda com uma extensa programação gratuita, cujos ingressos podem ser retirados 30 minutos antes de cada sessão, e a oficina O vídeo nas lutas – A formação crítica de documentaristas sociais, cuja inscrição pode ser realizada através do link.

 

Programação detalhada com bio dos convidados do Seminário Os Híbridos das Lutas:

Integra a programação do V Cinecipó – Festival de Cinema Socioambiental (de 23 a 31/10)
Local: Sesc Palladium – Belo Horizonte/MG

O seminário tem como proposta aproximar meio acadêmico, setores da sociedade, políticos, artistas e movimentações sociais das ruas e do campo. Uma microfissura no tempo-espaço para celebrarmos a permanência das lutas e nos encontramos com as imagens destas.

Os participantes das movimentações sociais urbanas e rurais muitas vezes atuam em mais de uma frente, daí o hibridismo, a confluência das necessidades de transformações. Maria fortalece a manifestação do Tarifa Zero, compõe a rede de apoiadores das ocupações urbanas de BH e puxa um bloco de carnaval. João soma no Luiz Estrela, ajuda a organizar um centro cultural na perifa e desafia uns tantos no Duelo de MCs. Xs híbridxs. É a tal da multidão. É o tal do comum.

27/10/2015 – Terça-feira
MÃES DE MAIO NA LUTA PELA DESMILITARIZAÇÃO | Exibição de filme e debate
Horário: 14h30 às 17h00

Débora Maria da Silva – Fundadora do grupo Mães de Maio, que reúne familiares de vítimas de violência do Estado, mais especificamente pessoas mortas pela Polícia Militar de São Paulo. No ano de 2006, policiais e grupos de extermínio ligados à Polícia Militar promoveram o assassinato de 562 pessoas: mais de 400 jovens negros, afro-indígenas-descendentes e pobres, incluindo o bebê de Ana Paula, assassinada aos 9 meses de gestação. A imensa maioria delas executadas sumariamente, no intervalo de pouco mais de uma semana, configurando o episódio que ficou conhecido como “Crimes de Maio”. Dentre esses 562, encontrava-se Edson Rogério Silva dos Santos, filho de Débora.

Maria do Carmo Silveira – moradora de Belo Horizonte, perdeu um filho no sistema carcerário. Integrante do Mães de Maio Minas Gerais.

Andrea Abritta Garson – Defensora Pública– Secretaria de Estado de Defesa Social

Paulo Lamac – Deputado Estadual PT-MG – Professor e engenheiro eletricista, graduado pela UFMG e pós-graduado pela Fundação Getúlio Vargas. Um dos fundadores da Associação Pré-UFMG. Vereador de Belo Horizonte em 2004 e 2008, exerceu liderança de governo dos prefeitos Pimentel e Márcio Lacerda. Eleito deputado estadual em 2010 e 2015. Foi presidente das Comissões Especial para o Enfrentamento do Crack e de Assuntos Municipais e Regionalização.Atualmente preside a Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

Rogério Correia – Deputado Estadual PT-MG – Belo Horizontino, 57 anos. Professor de Matemática e Física e sindicalista. Aos 19 anos já começou sua trajetória como militante de movimentos sociais e sindicais, participando constantemente de lutas contra as injustiças sociais e movimentos populares. Eleito vereador em 1988 e 1992 no governo de Patrus Ananias e em 1996 tendo Célio de Castro como governador. Um dos fundadores da União do atual Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), onde foi dirigente e membro do Conselho Geral. Líder do Bloco Minas Sem Censura, atualmente está em seu 3º mandato como Deputado Estadual na Assembléia Legislativa de Minas Gerais.

Mediadora: Natacha Rena – Arquiteta, urbanista e ativista, professora doutora da Escola de Arquitetura da UFMG e líder do Grupo de Pesquisa INDISCIPLINAR. Coordena e participa dos projetos iberoamericanos que pertencem ao programa IndLab_Laboratório Nômade do Comum: Cartografias Emergentes da Cultura, Urbanismo Biopolítico, Cultura e Território, Natureza Urbana, EBA_EmBreveAqui e Artesanias do comum.


FILMAR NAS LUTAS | Exibição de filme e debate |
Horário: 17h30 às 19h30

Corpos que resistem e lutam, mas também filmam e assim produzem imagens engajadas na política. Ao reunir midialivristas, documentaristas e fotógrafxs que atuam em manifestações populares, ações comunitárias e no registros cotidiano das arbitrariedades do Estado, em especial das forças policiais e repressivas, a mesa Filmar na luta apresenta relatos de resistência com a imagem e pela imagem, tal como flores que nascem no asfalto.

Priscila Musa – fotógrafa, arquiteta e urbanista. É integrante de alguns grupos e coletivos de Belo Horizonte que transformam suas inquietações sociais em ocupações do espaço público, como tentativa de criar algumas frestas e rupturas no espaço tempo da cidade e do corpo e inventar outros modos de vida. É mestranda do Núcleo de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo da UFMG, pesquisa a produção de imagens dos movimentos de ocupação do espaço público de Belo Horizonte (2013).

Barnabé – F.R.A.U.D.I. – Integrante do Frente Revolucionária Audiovisual Independente, midialivrista.

Bernardo Brant – jornalista e documentarista, sócio-fundador e coordenador executivo da ONG Oficina de Imagens, e atua na direção e produção de séries de documentários e campanhas educativas para TV. Entre 1888 a 1991 teve intensa atuação como video documentarista junto aos movimentos sindicais ( bancários, petroleiros e mineiros) em Belo Horizonte e Minas Gerais, registrando manifestações de rua e produzindo conteúdos para ampliar discussões de temas ligados a condições de trabalho, participação política e questão ambiental.

Frei Gilvander – Gilvander Luís Moreira é frei e padre da Ordem dos Carmelitas. Bacharel e licenciado em Filosofia pela UFPR, bacharel em Teologia, mestre em Ciências Bíblicas, doutorando em Educação na FAE/UFMG. Midiativista, assessor de CEBs, CPT, CEBI e SAB.

Mediadora: Paula Kimo –Mestranda em Comunicação Social pela UFMG. Pesquisa a relação do documentarista com o acontecimento na produção de imagens das jornadas de junho de 2013 no Brasil. Integrante do Núcleo de Audiovisual do Espaço Comum Luiz Estrela.

28/10/2015 – Quarta-feira

NEGROS, OCUPAÇÕES E NATUREZA | Exibição de filme e debate
Horário: 14h às 17h30

Edson de Souza Santos – Quilombo dos Marques – Durante dez anos, a família Marques enfrentou a construtora Queiroz Galvão, responsável pela construção de uma hidrelétrica em suas terras, na região de Carlos Chagas – MG. Apesar da forte pressão de políticos locais, dos capangas da Queiroz e da polícia, os Marques resistiram e lutaram por seus direitos.

Léo Péricles – Coordenador do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB) e presidente nacional da Unidade Popular Socialista (UP), atua em diversas frentes pelos direitos sociais.

Dona Ana – Moradora da Izidora, ocupação Vitória.

Seu Adão – Morador da Izidora, ocupação Vitória.

Mediadora: Andreia Silva – Brigadas Populares

29/10/2015 – Quinta-feira

ETNIAS E AUTODEMARCAÇÃO | Exibição de filme e debate
Horário: 14h às 17h30

José Nunes Xakriabá – Professor indígena, filho do cacique Rosalino Xakriabá assassinado em 1987 na chacina dos xakriabás, em São José das Missões – MG, próximo à Montes Claros. Foi prefeito por dois mandatos de São João das Missões.

Delei de Souza Santos – Quilombo dos Marques – Durante dez anos, a família Marques enfrentou a construtora Queiroz Galvão, responsável pela construção de uma hidrelétrica em suas terras, na região de Carlos Chagas – MG. Apesar da forte pressão de políticos locais, dos capangas da Queiroz e da polícia, os Marques resistiram e lutaram por seus direitos.

Deusiana da Silva Lucas – Liderança da ocupação urbana Guarani Kaiowá. Reside desde o ínicio da ocupação em 9/03/2013

Pablo Matos Camargo -Pablo Matos Camargo nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais, no ano de 1975. É formado em História pela PUC-MG, pós-graduado pela Faculdade de Pedro Leopoldo em História e Cultura de Minas Gerais, trabalhou no CEDEFES — Centro de Documentação Eloy Ferreira da Silva —, no projeto Quilombos Gerais. e também no projeto Agricultura Urbana dos Indígenas da região metropolitana de BH”. Trabalhou na Secretaria de Educação – UFMG no curso de Formação de Professores Indígenas, no Museu de História Natural da UFMG, na equipe de arqueologia da UFMG, trabalhou no IPHAN no Projeto de salvamento arqueológica da Casa dos Otoni no Serro – MG e atualmente trabalha na FUNAI MG-ES.

Mediadora: Isabella Gonçalves Miranda é militante pela reforma urbana nas Brigadas Populares e integra o Resistência Urbana, articulação de movimentos populares urbanos. Participa das lutas das ocupações urbanas de Minas Gerais e do Brasil, como a resistência de Dandara, Izidora e das ocupações de Timóteo. Com os pés na terra, luta por uma reforma urbana não reformista, mas que impulsione a construção do poder popular e processos revolucionários que contestem não apenas a cidade do capital, mas a estrutura colonial e patriarcal do nosso país. Trabalha na UFMG no projeto “Linguagem Pública Quilombola” com a construção de materiais formativos sobre a história de 190 comunidades quilombolas do Brasil. Quando sobra tempo, se dedica ao doutorado em Pós-colonialismo pela Universidade de Coimbra em parceria com o programa de Ciência Política da UFMG.

Organização:
Cinecipó, Grupo de Pesquisa Tecnopoéticas CEFET-MG, Grupo de Pesquisa Indisciplinar UFMG, Brigadas Populares

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