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TECNOPOLÍTICAS DO COMUM: ARTES, URBANISMO E DEMOCRACIA

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O Cidade Eletronika 2015 é um evento que faz parte do Festival Eletronika e acontece a partir de premissas do conceito de Artes e Tecnopolíticas do Comum. A programação, inteiramente gratuita, tem ênfase em uma rede ibero-americana e está estruturada em três blocos de atividades: Seminários, debates, encontros; oficinas de ação, criação e participação; performances e apresentações. O evento, tendo curadoria de Lucas Bambozzi e Natacha Rena e produção da Malab Produções, foi realizado em espaços do Circuito Cultural Praça da Liberdade – Memorial Minas Gerais Vale, MM Gerdau -Museu das Minas e do Metal, Espaço do Conhecimento UFMG  e Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, em Belo Horizonte.

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A proposta do evento – Texto da curadoria:

“Há que se discernir o que interessa ou não nas tecnologias. Algumas se prestam a apenas ao papel de produzir fetiche, outras estão notadamente ligadas a uma ideia de progresso, associada aos interesses do mercado e/ou do capital. Talvez seja ingênuo continuar afirmando que a tecnologia não é nem boa nem má, e o que importa é o uso que se faz dela, pois há de fato determinadas inovações que nos são impostas, determinam nossos hábitos, sem possibilidades de escolha. Mas basta um pouco de sensibilidade crítica para que se possa identificar algumas aplicações que não apenas destoam dessas vertentes maniqueístas, como passam a ser consideradas um bem comum, aplicáveis a formas de melhoria na vida urbana (mobilidade, conectividade, compartilhamento e outras funcionalidades potentes). Associar alguns recursos das chamadas tecnopolíticas às formas de melhor viver na cidade nos parece urgente. Nos últimos anos vimos surgir proposições híbridas, que associam práticas online e tecnologias acessíveis ao exercício da vida em comum, envolvendo múltiplas formas de auto-gestão e autonomia cidadã aplicadas em direção a uma democracia real, a um urbanismo do comum, tático (fora da lógica exclusiva do Estado-capital). São esses os aspectos das tecnologias que nos interessam, que não trazem ideologias estratégicas, corporativas ou governamentais, disfarçadas em meros discursos democratizantes sob o falso discurso da participação. O contexto atual demanda novas sensibilidades e práticas, não apenas para o discernimento do que importa nesses cruzamentos entre tecnologias e cidades, mas quem sabe, para o desenvolvimento  de tecnologias verdadeiramente acessíveis, em formas ainda possíveis de urbanismo compartilhado (entre pares, peer-to-peer, p2p), em ações pautadas pelo acesso mais amplo à informação, envolvendo tecnologias que se prestem não apenas a serviços essenciais, mas quem sabe ainda, pontuadas por formas criativas e biopolíticas, desenhando uma tecnopolítica mais distribuída, cotidiana, visando o comum.”

Workshop Topologia de Redes

07/10 – 09/10

Local: Memorial Minas Gerais Vale

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O workshop Topologia de Redes, conduzido por Fábio Malini (Labic -UFES)  e Ana Isabel de Sá (Indisciplinar – UFMG), tratou de rastrear hashtags de termos urbanos envolvendo a produção cultural na cidade e a relação desta com os movimentos sociais, utilizando a fanpage Cartografias da Cultura, através da qual serão extraídas informações que irão gerar várias topologias de rede (big data) que apresentem conexões entre as ações culturais e os movimentos políticos.

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A explanação de Fábio Malini pode ser conferida através do bambuser.

Workshop Medições do Urbano

07/10 – 09/10

Local: Passarela Cultural – Anexo da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa

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O workshop contou com a participação de Ricardo Brazileiro (LABCEUS), Guima San, Gabriel Zea (martinez-zea) e Lucas Bambozzi, com o intuito de abordar técnicas DIY para aferição da qualidade da água de lagoas, barragens e rios de BH; desenho de veículos alternativos e drones de código aberto. Ao longo dos 3 dias foram apresentadas ferramentas de cartografia colaborativa, design oportunista, programação e desenvolvimento de ferramentas dentro de plataformas open source.

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Em uma palestra ministrada no dia 07/10, Gabriel Zea apresentou um vasto panorama da história da cartografia, bem como foram debatidas questões acerca do papel de tecnologias contemporâneas e uso de ferramentas midiáticas de forma política, em insurgências e movimentos recentes como, por exemplo, o 15M na Espanha.

Workshop Laboratórios Cidadãos

9/10

Local: Memorial Minas Gerais Vale – Sala do Espetáculo Mineiro

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Um laboratório é um espaço de trabalho orientado à produção de protótipos, onde não existem objetos a se representar, mas sim experimentos em construção e, em consequência, mais que dotar a sociedade com novos objetos para serem mostrados, usados ou vendidos, o que se faz é ensaiar novas formas de viver juntos mediadas pela tecnologia, respeitosas com a experiência, resistentes ao pacto e propenso à inovação. Conduzido por Antonio Lafuente (Laboratorio del Procomún de MediaLab-Prado Madrid).

Audiovisual, Shows e Performances

Além dos workshops e seminários, a programação do Eletronika contou com uma miscelânea de eventos artísticos realizados nas imediações da Praça da Liberdade. Dentre os quais se destacam as videointervenções do Cine Fantasma , a plataforma audiovisual interativa do Socket Screen, bem como as apresentações de nomes como Reallejo (BH), Alan Courtis (ARG), Lucas Forcucci (ITA) e performances de Paola BarretoBrígida Campbell e dos artistas visuais Ed Marte e Flora Maurício.

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A programação completa do evento pode ser acessada atrás do site oficial. Fotos, relatos e notícias podem ser encontradas na fanpage oficial do Eletronika.

 

Para saber mais sobre o Cidade Eletronika 2012 acesse:

http://blog.indisciplinar.com/eventos-2012/cidade-eletronika-2012/