CIDADE ELETRONIKA 2015: TECNOPOLÍTICAS DO COMUM: ARTES, URBANISMO E DEMOCRACIA

O Cidade Eletronika 2015, que é um projeto da Malab Produções, é um evento que faz parte do Festival Eletronika e acontece a partir de premissas do conceito de Artes e Tecnopolíticas do Comum. A programação, inteiramente gratuita, tem ênfase em uma rede ibero-americana e está estruturada em três blocos de atividades: Seminários, debates, encontros; oficinas de ação, criação e participação; performances e apresentações. A curadoria ficou a cargo de Lucas Bambozzi e Natacha Rena.

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O evento do qual o Indisciplinar participou da curadoria contou com um Seminário Internacional (com 3 mesas redondas) e com 3 workshops:

SEMINÁRIO INTERNACIONAL no Memorial Minas Gerais Vale – Auditório com as seguintes mesas:

INTRODUÇÃO AO SEMINÁRIO com Lucas Bambozzi e Natacha Rena (curadores do Cidade Eletronika);

TECNOPOLÍTICA E MUNICIPALISMO Palestra com Javier Toret IN3 / 15M / Barcelona en Comú, via Streaming;

POR UMA TECNOPOLÍTICA DO COTIDIANO Com Antonio Lafuente (Laboratorio del Procomún de MediaLab-Prado Madrid) e Ivana Bentes (UFRJ-Minc). Mediação de Ricardo Fabrino (Democracia Digital – UFMG;

TECNOLOGIA REVERSA: APROPRIAÇÕES PARA O COMUM José Peréz de Lama (FabLab Universidad de Sevilla-Espanha), Ricardo Brazileiro (LabCEUs-PE), Felipe Fonseca (SP Ubalab), Pablo de Soto (Mapping the Commons/UFRJ). Mediação de Lucas Bambozzi (Labmovel/FAU-USP/FAAP;

O QUE NOS DIZEM AS REDES com Fabio Malini (Labic – UFES), Fernanda Bruno (Medialab – UFRJ), Carlos d’ Andrea (CCNM – UFMG), Alemar Rena (UFSB- Porto Seguro). Mediação de Natacha Rena (Indisciplinar – UFMG).

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WORKSHOPS

1) MEDIÇÕES DO URBANO: (Local: Passarela Cultural – Anexo da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa) Técnicas DIY para aferição da qualidade da água de lagoas, barragens e rios de BH; desenho de veículos alternativos e drones de código aberto. Com Ricardo Brazileiro, Guima San, Gabriel Zea e Lucas Bambozzi;

2) TOPOLOGIA DE REDES: (Local: Memorial Minas Gerais Vale – Cyber. Rastrear Hashtags de termos urbanos envolvendo a produção cultural na cidade e a relação desta com os movimentos sociais, utilizando a fanpage Cartografias da Cultura (já existente) através da qual serão extraídas informações que irão gerar várias topologias de rede (big data) que apresentem conexões entre as ações culturais e os movimentos políticos. Com Fabio Malini (Labic_UFES – ES) e Ana Isabel de Sá (UFMG);

3) LABORATÓRIOS CIDADÃOS: (Local: Memorial Minas Gerais Vale – Sala do Espetáculo Mineiro): Um laboratório é um espaço de trabalho orientado à produção de protótipos, onde não existem objetos a se representar, mas sim experimentos em construção e, em consequência, mais que dotar a sociedade com novos objetos para serem mostrados, usados ou vendidos, o que se faz é ensaiar novas formas de viver juntos mediadas pela tecnologia, respeitosas com a experiência, resistentes ao pacto e propenso à inovação. Antonio Lafuente (Laboratorio del Procomún de MediaLab-Prado Madrid).


Os pesquisadores do grupo Indisciplinar, Natacha e Alemar Rena apresentam em conjunto com Lucas Bambozzi o livro Tecnopolíticas do Comum: arte, urbanismo e democracia como resultado do Cidade Eletronika 2015, reunindo os principais debates realizados no evento.

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“A publicação surge num cenário em que parece ser urgente uma maior compreensão das relações entre as micropolíticas do cotidiano, as artes e as tecnologias e a construção política das metrópoles a partir de uma transversalidade que inclua experiências sensíveis, antes pouco permeáveis pela política, e hoje talvez mais conectadas com o desejo de constituição do bem comum.

A cidade é, possivelmente, o último reduto do projeto moderno. Estruturas massivas, onde as relações sociais são reorganizadas em função de ritmos de produção e trocas dos quais aqueles que nelas habitam dificilmente conseguem escapar. Mas talvez precisamente por isso são também lugares de resistência, onde é possível (ou simplesmente urgente) desenvolver novas estratégias e tecnologias de construção do espaço (físico, afetivo e social) e constituição da vida.

Frente a isso, Cidade Eletronika: Tecnopolíticas do Comum se apresenta ao mesmo tempo como uma coleção de propostas de intervenções tecnológicas, políticas e artísticas no contexto urbano, e uma aposta na noção de que essas intervenções sejam, de fato, cada vez mais urgentes e possíveis.” Pablo Lafuente — Professor visitante da Universidade Federal do Sul da Bahia e co-curador da 31a Bienal de São Paulo.

 

Em 2015 o Cidade Eletronika teve sua programação compartilhada com o Fórum Eletronika, Festa das Luzes e o próprio Eletronika, e aconteceu entre 08 e 12 de outubro na Praça da Liberdade e seu entorno. O projeto ocorre desde 1999 em Belo Horizonte, associado ao Eletronika, Festival de Novas Tendências Musicais.

A publicação pode ser baixada gratuitamente aqui.

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