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Chamada Revista Indisciplinar n. 6 e 7 (2018)

 

O Grupo de Pesquisa Indisciplinar (EA UFMG/CNPQ) abre chamada para resenhas, artigos, traduções, relatos, experimentações, produções artísticas, ensaios, etc. para os números 6 e 7 da edição digital da Revista Indisciplinar (ISSN 2525-3263).

 

CHAMADA NÚMERO 6:

“TECNOPOLÍTICAS E TECNOLOGIA SOCIAL”

O sexto número da Revista Indisciplinar terá como temas as Tecnopolíticas e a Tecnologia Social. No campo das tecnopolíticas, cruzamento entre redes e ruas, a revista pretende discutir tanto a aplicação de tecnologias digitais que promovam a interseção entre as redes digitais e a organização do urbano contemporâneo, quanto as tecnologias sociais, partindo da ideia de que a mobilização e a organização em rede de atores sociais pode e deve se expandir via re-aplicação do conhecimento produzido de forma coletiva entre universidade e sociedade (comunidades em estado de vulnerabilidade social, comunidades tradicionais, coletivos ativistas e movimentos sociais). Neste sentido, os processos extensionistas são centrais para a discussão sobre a produção de tecnologia social, que tem sido diretriz fundamental para a transdisciplinaridade na produção acadêmica. Ressalta-se que a tecnologia aqui se expande com a ideia de intercessão com processos cidadãos por mais justiça social, portanto, o conceito de tecnopolítica se faz fundamental. Sob a perspectiva das tecnologias digitais, a discussão abriga também os debates sobre a dimensão urbana da expansão da tecnologia informacional e o modo como a conectividade transforma e se integra ao território com intensidade sem precedentes; a produção de tecnologia social aplicada a políticas públicas urbanas nos mais diversos níveis (mobilidade, moradia, lazer, cultura, economia, agroecologia, etc.); o desenvolvimento colaborativo de tecnologia social aberta e reaplicável, baseando-se em iniciativas como o movimento open source (software livre) ou peer to peer (entre pares); e a apropriação de redes digitais por movimentos de insurgência popular, núcleos de pesquisa e extensão das universidades e coletivos artísticos ou midiativistas. Os temas escolhidos têm como objetivo discutir a necessária criação de dispositivos tecnopolíticos para a atuação nas cidades , assim como nas áreas rurais, visando a constituição de plataformas colaborativas mais eficazes, grupos de investigação de excelência na área das tecnopolíticas e tecnologias sociais e ampliação de seu alcance para a esfera do planejamento envolvendo universidades, Estado e sociedade de maneira mais sistemática e transversal.

Recebimento de artigos: Até 20 de junho de 2018

Previsão lançamento: 30 de julho de 2018

 

CHAMADA NÚMERO 7:

“GEOPOLÍTICA, SOBERANIA POPULAR E TRANSESCALARIDADE DAS LUTAS TERRITORIAIS”

O sétimo número da Revista Indisciplinar deseja levantar um conjunto de produção textual e imagética que abarquem tanto a interpretação dos fatos da atualidade quanto o desenvolvimento de países e territórios tendo como intercessor fundamental a geopolítica. Essa chamada busca por contribuições que apontem para uma melhor compreensão dos conflitos internacionais e as estratégias econômicas e políticas da atualidade, assim como as principais questões territoriais que envolvem formação de blocos geopolíticos como a Eurásia, o Mercosul, os BRICs, e suas principais agendas urbanas. Temas importantes a serem debatidos podem envolver a globalização, Nova (velha) Ordem Mundial, as estratégias do otancentrismo, a exploração dos recursos energéticos, a geografia política de novos blocos políticos-econômicos, as relações de poder envolvendo política, economia e espaço geográfico. O papel do Estado nos processos políticos contemporâneos e a orientação territorial, social, política e econômica de governos no cenário mundial, oriundas de estratégias de poder geopolíticas que envolvam o planejamento urbano e territorial. O papel da ONU como articuladora de diretrizes para estruturar políticas públicas envolvendo o urbano, a UN Habitat e nova agenda urbana advinda de países ocidentais que envolvem fortemente o sistema financeiro como financiador destas políticas via Banco Mundial, FMI e BID. As tentativas de enfraquecimento do papel estratégico do Estado e avanços táticos de Fundações e ONGs transnacionais sobre as políticas públicas. Os perigos da onguização e as tentativas mundiais de conexão direta entre o capital e a sociedade civil como nova estratégia para avanços democráticos utilizando discursos que trazem a democracia direta, a transparência e o fim da corrupção para a centralidade do debate. Nesse sentido, há uma urgência em se iniciar um novo ciclo de discussões que possam organizar diretrizes para constituição de uma nova agenda urbana nacional, ampla e plural, que colabore com a formação de plataformas e de programas nacionais configuradas em rede com novos blocos econômicos e políticos para além da Europa e dos EUA. Assim, é premente conhecer as agendas dos processos geopolíticos dos principais agentes da globalização extensiva e as estruturas institucionais criadas para que projetos de interesses transnacionais, envolvendo fortemente o capital financeiro, sejam sobrepostos às reais necessidades territoriais de cada região brasileira que deveriam estar pautadas nacionalmente. Faz-se fundamental um aprofundamento do debate transversal que auxilie na construção de uma nova agenda rururbana atravessada por políticas públicas que considerem a prioridade da Soberania Nacional frente à Agenda Global.

Recebimento de artigos: até 01 de outubro de 2018

Previsão lançamento: 01 de dezembro de 2018

 

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As propostas de artigo podem ser encaminhadas para este email: revistaindisciplinar@gmail.com

Para instruções aos autores e mais informações, favor visitar: http://blog.indisciplinar.com/sobre-a-revista/.