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A professora Natacha Rena participará como palestrante no “2º Ciclo de Estudos Metrópoles, Políticas Públicas e Tecnologias de Governo. Territórios, governamento da vida e o comum” organizado pelo Instituto Humanitas Unisinos durante os dias 20 e 21 de agosto de 2015.

O 2º Ciclo de Estudos Metrópoles, Políticas Públicas e Tecnologias de Governo. Territórios, governamento da vida e o comum aborda as metrópoles em uma perspectiva interdisciplinar, que se utiliza do paradigma da multidão, da perspectiva da (des)governança territorial, do comum e das políticas públicas. No Ciclo, assume-se a perspectiva da metrópole enquanto uma realidade produtiva, como a fábrica de hoje, o lugar da multidão e suas resistências. A multidão entendida como um conjunto de singularidades, como um jogo aberto de relações, que não é homogêneo nem idêntico consigo mesmo e que não diferencia, mas inclui os que estão do lado de fora.

Ainda, o Ciclo tem como horizonte a potência do comum. Entende-se que o comum e os poderes constituintes que dele se originam podem contribuir para se pensar outras formas de fazer política, no sentido de organizar e efetivar o viver em sociedade, para além das formas de representação Estado/sociedade que existem hoje. Podem contribuir para emergir diferentes possibilidades de superação das crises atuais, contribuindo assim para a geração de vida digna e sustentável.

Historicamente teve-se uma construção que optou pelo público e privado, numa ideia de povo e seu representante, o Estado, em detrimento do ser e fazer do comum. Porém, o esgotamento desse modelo, que se expressa na atual crise sistêmica, mostra que já não há mais a garantia de liberdade e segurança. Liberdade cujo esgotamento se expressa na pequena ou não participação das pessoas nas decisões dos rumos da sociedade, que implicam em suas próprias vidas, bem como na privação de direitos, o que limita possibilidades de escolha e, mais ainda, ameaça a dimensão da segurança. Esta, entendida enquanto direitos fundamentais, no sentido de acesso a condições sustentáveis de vida em sociedade.

Isso tudo, somado à mudança do paradigma produtivo, que colocou o comum e a lógica de multidão, de redes, da circulação, da multiplicidade como fonte de toda e qualquer inovação, torna não só relevante como também necessária a retomada de formas de organização da vida em sociedade e, portanto, das metrópoles, a partir do comum.

Objetivos

Geral:

– Descrever e analisar transdisciplinarmente as metrópoles à luz de diferentes vertentes teóricas, tais como o paradigma da multidão, a (des)governança territorial, o comum e as políticas públicas, apontando seus desafios e possibilidades.

Específicos:

– Discutir os principais problemas que emergem da realidade das metrópoles, especialmente no que tange a recursos hídricos, mobilidade urbana, saneamento, moradia, segurança, dentre outros.

– Identificar as expressões, manifestações e lutas de resistência das populações metropolitanas.

– Refletir sobre as metrópoles como espaços de construção plurais, diversos e, ao mesmo tempo, de governamento das vidas, capazes de construir uma sociedade economicamente justa, politicamente democrática, ecologicamente sustentável, socialmente solidária e culturalmente plural.

Realização

Início: 13/08/2015 (quinta-feira)
Término: 05/11/2015 (quinta-feira)
Carga horária: 24h
Locais: Sala Ignacio Ellacuría e Companheiros – IHU (Campus de São Leopoldo da UNISINOS) e Campus de Porto Alegre da UNISINOS.

Inscrições

Em breve as inscrições estarão abertas.

Público Alvo

Professores/as, estudantes universitários/as e comunidade em geral.

Para maiores informações:

http://www.ihu.unisinos.br/eventos/agenda/593-2º-ciclo-de-estudos-metropoles-politicas-publicas-e-tecnologias-de-governo-territorios-governamento-da-vida-e-o-comum

 

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